A busca pelo alcance do melhor desempenho esportivo tem levado atletas de alto nível a recorrerem, além das rotinas de treinamento exaustivo, a associações ergogênicas que contribuem para esse objetivo, assim, tornando a suplementação uma prática comum em seu cotidiano. As estimativas mundiais da utilização desses recursos ficam em cerca de 40 e 80% entre os atletas de elite (FAYH et al., 2013), contudo pesquisas apontam que a escolha de suplementos entre a população não atleta também é considerada expressiva.

Para suprir as necessidades dos atletas, principalmente, em relação à busca pela sua maior performance esportiva, é preciso recorrer à fisiologia do exercício e entender como o organismo reage frente a diferentes estímulos. As modalidades de endurance são caracterizadas pela habilidade em manter contrações musculares por períodos prolongados, com determinada potência ou velocidade submáxima (HAWLEY, 2002). Esse tipo de treinamento envolve exercícios que chegam a 50-80% do consumo máximo de O2, produzindo adaptações funcionais que melhoram significativamente as capacidades relacionadas à liberação, captação e utilização de oxigênio, decorrentes, sobretudo, do aumento da densidade mitocondrial e da capacidade oxidativa (MAUGHAM et al., 2000; HAWLEY, 2009). Nesse caso, o tipo de proteína que sofre sinalização é a PGC-1α (SEIXAS, 2018).

Já no exercício de força resistida ocorre a indução da cascata de sinalização da via mTOR, que modula as taxas de síntese proteica, após períodos crônicos de treinamento (semanas a meses), levando à hipertrofia muscular. Assim, a disponibilidade de substratos energéticos antes, durante e após os exercícios de força e endurance pode capacitar ampla atividade de transcrição de genes miogênicos e metabólicos (SEIXAS, 2018).

Atividade física e sistema nervoso central

O exercício físico regular tem efeito positivo na neuroplasticidade, assim, aumentando potencialmente a habilidade do cérebro de se adaptar a mudanças ambientais. Sua influência, também, interfere de forma aguda no equilíbrio entre monoaminas centrais, entre elas, a serotonina, dopamina, adenosina e noradrenalina, que apresentam um importante efeito na regulação da fadiga induzida pelo exercício (MEEUSEN, 2004; MOLTENI et al., 2004; KNAEEN et al., 2010; SEIXAS, 2018).

A principal hipótese estabelecida para a fadiga central está relacionada ao aumento da entrada de triptofano pela barreira hematoencefálica devido a uma maior captação de aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) pelo músculo, o que aumenta a razão triptofano/BCAA. Assim, ocorre maior síntese de serotonina,  neurotransmissor responsável pela fadiga central, bem como aumenta os níveis de adenosina. É possível manipular estas mudanças por meio da adequação de nutrientes como aminoácidos, carboidratos e substâncias estimulantes (MEUUSEN, 2004; SEIXAS, 2018).

Atividade física x Regulação hormonal para hipertrofia muscular

A testosterona desempenha importante ação anabólica no desenvolvimento da massa muscular esquelética, assim, aumentando a síntese proteica e inibindo sua degradação. Atua em sinergia com o hormônio do crescimento (GH) e fator de crescimento semelhante à insulina (IGF-1), potencializando a função regulatória da massa muscular (ROMERO et al., 2013; SEIXAS, 2018).

A associação de treinamento de força resistido com endurance pode aumentar a secreção do GH, contudo existe um limiar para que este efeito se torne significativo. O maior estímulo ocorre quando o exercício é feito acima do limite de lactato e por um tempo mínimo de dez minutos. Outro fator importante, principalmente para atletas bodybuilders que buscam definição corporal, é a ação regulatória do cortisol pelos níveis de testosterona, sendo dois hormônios antagônicos. A redução do cortisol leva a um menor acúmulo de gordura (ROMERO et al., 2013).

Como a nutrição magistral pode contribuir para potencializar tais efeitos?

A nutrição magistral pode contribuir com a associação de ativos Galena® destinados à promoção de efeitos sobre a regulação hormonal no desenvolvimento muscular e estímulo nervoso para o treino, assim, retardando a fadiga e aumentando as reações de energia.

O Testofen® é um ativo 100% natural extraído da semente do feno-grego, que fornece mais de cem fitoquímicos diferentes. Seu principal diferencial é a padronização em 50% Fenuside™, mistura única de glicosídeos de furostanol e saponinas esteroidais que promove a elevação dos níveis saudáveis de testosterona livre, o que provoca estímulo eficiente para o desenvolvimento muscular, aumento de massa e força, além de contribuir com ação estimulante sexual e maior libido no homem (um benefício secundário). O desenvolvimento muscular desencadeado por Testofen® é resultante da ação da testosterona sobre o tecido, uma vez que sinaliza a síntese proteica e promove a captação de aminoácidos quando associada à prática esportiva de força resistida.

Os níveis elevados de testosterona promovem, também, a ativação da enzima lipase sensível ao hormônio (LHS), logo, promove maiores taxas de lipólise e, assim, auxilia na oxidação de gorduras e melhora da composição corporal. Mais um benefício eficaz para atletas que buscam definição muscular para competições de bodybuilders.

Imagem 1- Mecanismos de ação do TeaCrine®.

Fonte: Informe Científico Galena.

A teacrina, componente natural presente no TeaCrine®, age por dois caminhos neurais distintos: ativação de receptores dopaminérgicos e inibição dos adenosinérgicos. A teacrina exerce efeito ergogênico por meio de um antagonismo aos receptores de adenosina, que inibem a liberação de dopamina. Dessa forma, ocorre um aumento dos níveis de dopamina, potencializando a força muscular e endurance (WARREN et al., 2010). Essa modulação de neurotransmissores aumenta a promoção de energia sem causar irritabilidade e permite que atletas de competição e indivíduos ativos melhorem o seu desempenho físico e mental. O ativo apresenta um papel importante nos processos bioquímicos que promovem sensação de relaxamento e, além disso, é capaz de reduzir a atividade dos receptores A1 e A2, desse modo, desencadeando a diminuição da sensação de fadiga e cansaço.

Um diferencial de TeaCrine® que merece destaque…

Diferentemente da cafeína, TeaCrine® age diretamente nos receptores dopaminérgicos, de modo a garantir a sensação de bem-estar e maior disposição. Não causa tolerância no indivíduo e, assim, garante que o efeito desejado seja sempre o mesmo, evitando uma resposta de dose-dependente, como a cafeína promove. A duração do efeito também é elevada e, além disso, não prejudica o desempenho do sono, diferentemente da cafeína.

A dose inicial recomendada de TeaCrine® é de 50 a 80mg, podendo chegar a 200mg ao dia, dependendo da necessidade do atleta profissional e praticantes de atividades.

Por que associar TeaCrine® com Testofen®?

O TeaCrine® promove aumento da disposição e motivação aos treinos, garante maior aporte energético e previne a fadiga precoce. Dessa forma, ele potencializa o desempenho esportivo e propicia um treino mais eficaz. Já o Testofen® está relacionado com o desenvolvimento muscular, por conta da adequação dos níveis de testosterona livre. Assim, um treino potencializado possibilita maior estímulo mecânico para síntese proteica muscular que, quando associado aos níveis maiores de testosterona, potencializa seus efeitos. Um atua de forma complementar ao outro para otimizar sua prescrição e melhorar a performance do seu paciente!

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS

CADORE, E. et al. Fatores Relacionados com as Respostas da Testosterona e do Cortisol ao Treinamento de Força. Rev Bras Med Esporte, v. 14, n. 1, p. 74-78, Jan./Fev., 2008.

FERREIRA, L. et al. Bases moleculares das ações da testosterona, hormônio do crescimento e IGF-I sobre a hipertrofia muscular esquelética e respostas ao treinamento de força. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, 2013.

FERREIRA, L. G. et al. Bases moleculares das ações da testosterona, hormônio do crescimento e IGF-I sobre a hipertrofia muscular esquelética e respostas ao treinamento de força. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, 2013.

FAYH, A. et al. Consumo de suplementos nutricionais por frequentadores de academias da cidade de porto alegre. Rev. Bras. Ciênc. Esporte, Florianópolis, v. 35, n. 1, p. 27-37, jan./mar. 2013.

HAWLEY J. A.  Molecular responses to strength and endurance training: Are they incompatible? Appl Physiol Nutr Metab, 34: 355-361, 2009.

HAWLEY J. A. Adaptations of skeletal muscle to prolonged, intense endurance training. Clin Exp Pharmacol Physiol, 29: 218–222, 2002.

KNAEPEN, K.; GOEKINT M.; HEYMAN, E. et al. Neuroplasticity: the effect of acute and training on peripheral brain-derived neurotrophic factor. A systematic review of experimental studies in human subjects. Sports Med, 40(9): 765–801, 2010.

MAUGHAN. R.; GLEESON, M.; GREENHAFF, P. L. Bioquímica do exercício e do treinamento. [S.l.]: Manole, 2000.

MEEUSEN, R. et al. Hormonal responses in athletes: the use of a two-bout exercise protocol to detect subtle differences in (over) training status. Eur J Appl Physiol, 91(2): 140–146, 2004.

MEEUSEN, R. Exercise, nutrition and the brain. Sports Med, 44(Suppl 1): S47-S56, 2014.

MOLTENI, R.; WU, A.;VAYNMAN, S. Exercise reverses the harmful effects of consumption of a high-fat diet on synaptic and behavioral plasticity associated to the action of brain-derived neurotrophic factor. Neuroscience, 123(2): 429–40, 2004.

RAO, A. et al. Influence of a Specialized Trigonella foenumgraecum Seed Extract (Libifem), on Testosterone, Estradiol and Sexual Function in Healthy Menstruating Women, a Randomised Placebo Controlled Study. Phytotherapy Research, 2015.

ROMERO, F. G.; CAPERUTO, E. C; MAIA, A. F. Guimarães-Ferreira L.  Bases moleculares das ações da testosterona, hormônio do crescimento e IGF-1 sobre a hipertrofia muscular esquelética e repostas ao treinamento de força.  REMEFE, v.12, n.2, p. 187-208, 2013.

STULTS-KOLHMAINEN, M.; SINHA, R. The effects of stress on physical activity and exercise. Sports Med., v. 44, n. 1, p. 81-121, Jan. 2014.

ZAFRA-GOMES, A. et al. Improved sample treatment and chromatographic method for the determination of isoflavones in supplemented foods. Food Chemistry, v. 123, p. 872-877, 2010.

ZIEGENFUSS, T. N. et al. Two-Part Approach to Examine the Effects of Theacrine (TeaCrine®) Supplementation on Oxygen Consumption, Hemodynamic Responses, and Subjective Measures of Cognitive and Psychometric Parameters.Journal of Dietary Supplements. J Diet Suppl v. 10, p.1-15, May. 2016.

Posologia: Administrar 1 dose antes do treino.

Comentário Galena: Testofen® é obtido a partir do extrato da semente do feno-grego, padronizado em 50% Fenuside™, mistura única de glicosídeos de furostanol e saponinas esteroidais. Aumenta os níveis de testosterona livre, assim, contribuindo para sua ação no desenvolvimento de massa muscular. TeaCrine® estimula os receptores dopaminérgicos e modula a atividade dos receptores adenosinérgicos, desse modo, eleva a concentração, além de reduzir a sensação de fadiga e cansaço mental, promovendo mais energia.

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