Hoje em dia, as competências atribuídas ao homem e a mulher nos seus campos de trabalho, escolar e familiar têm provocado influência na qualidade de vida, principalmente pela falta de horários estabelecidos para as refeições e tempo disponível para a prática de exercícios físicos. Ao mesmo tempo, é observada uma mudança drástica nos hábitos alimentares da população, com o aumento significativo do consumo de produtos industrializados e baixo teor de fibras alimentares. Esta mudança tem promovido o aumento da incidência das “doenças de civilização”, sendo a constipação intestinal uma delas.

A constipação intestinal faz parte das doenças funcionais que acometem o intestino, sendo considerada uma das queixas mais frequentes nos atendimentos clínicos, acometendo cerca de 20% da população mundial. É mais comum entre mulheres e idosos. Segundo Schmidt e Santos (2014), as prevalências da constipação variam entre 2,6% e 30,7%, o que depende dos hábitos de vida. Diante disso, o papel da alimentação na manutenção da saúde intestinal desperta interesse progressivo pela comunidade científica, aumentando a produção de inúmeros estudos para comprovar a atuação de alguns alimentos na prevenção de doenças, a partir da melhora do funcionamento intestinal. As fibras alimentares são, sem dúvida, as mais estudadas, devido à sua influência positiva na saúde do intestino. Apesar disso, alguns tipos de fibras podem provocar efeitos contrários ao esperado, por conta de sua principal propriedade funcional: a fermentação intestinal. Os alimentos fermentáveis ricos em FODMAP são os mais evidenciados atualmente. Esse termo designa os oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e poliois que são fermentados pelas bactérias intestinais rapidamente, produzindo efeitos gastrointestinais devido à sua alta osmolaridade. Se consumidos em excesso, podem provocar distensões abdominais, cólicas e flatulência significativa.

Dentre os alimentos ricos em FODMAP, destacam-se aqueles que apresentam alta concentração de frutose (mel, maçã, pera, frutas secas), frutanos (trigo, alho, cebola, inulina), galactanos (leguminosas) e poliois (abacate, damasco, adoçantes sorbitol, xilitol). Para pessoas com intolerância a esses alimentos, é recomendado a substituição das fibras na dieta, principalmente aquelas que não apresentam essa característica de fermentação rápida e alta viscosidade.

Um tipo de fibra dietética solúvel em água, que pode ser atribuída à dieta é a goma acácia, derivada dos exsudatos de goma seca dos caules e ramos da Acacia senegal. É rapidamente solubilizada em água, sem modificar a viscosidade e é considerada pelo FDA (Food and Drug Administration) como uma das fibras dietéticas mais seguras. Sua estrutura consiste em polímeros de galactanos altamente ramificados, com cadeias laterais de galactose ou arabinose, não digerida pelos seres humanos, onde é fermentada pelas bactérias do cólon, produzindo grandes quantidades de ácidos graxos de cadeia curta. Desses ácidos graxos produzidos, destacam-se o propionato, capaz de ampliar a produção de hormônios intestinais envolvidos na saciedade, como GLP-1 e PYY, e o butirato, com efeitos imunomodulatórios e controle de mecanismos epigenéticos.

Pensando na eficácia comprovada da goma acácia, a Galena fornece ao mercado magistral o Fibregum B®, um ativo purificado a partir da Goma Acácia, extraída do caule e ramos de árvores de Acácia (Leguminosae), que crescem principalmente na região do Sahel, na África. É uma fibra prebiótica, sem modificações químicas ou enzimáticas, livre de organismos geneticamente modificados e 100 % de origem vegetal, fabricada por um processo físico em que a goma segue uma purificação em forma líquida, para remover quaisquer corpos estranhos (mineral orgânica) que sejam prejudiciais.

Estudos científicos comprovam a eficácia de Fibregum B®. Ao contrário de outras fibras de baixa viscosidade, como Frutooligossacarídeos (FOS), Fibregum B® não apresenta efeitos colaterais laxativos. Graças à sua natureza polimérica, a goma acácia não altera a pressão osmótica no interior do intestino delgado, e por isso é bem tolerada. Os testes clínicos em seres humanos mostraram que esses tipos de fibras podem ser consumidos em doses de até 50 gramas por dia, por causa da baixa produção de gás e de desconfortos intestinais.

Fibregum B® é solúvel em água e não tem sabor, ideal para ser ingerido com sucos, bebidas vegetais, leite desnatado, iogurtes, shakes e vitaminas. Esse ativo deve ser prescrito para farmácia de manipulação, por profissional capacitado, avaliando a condição clínica de cada paciente.

REFERÊNCIAS

GALVÃO-ALVES, J. Constipação Intestinal. J Bras Med., Rio de Janeiro, v. 101, n. 2, p. 31-37, 2013.

GARCIA, L. et al. Constipação intestinal: aspectos epidemiológicos e clínicos. Revista Saúde e Pesquisa, v. 9, n. 1, p. 153-162, jan./abr. 2016.

GARDNER, A. Constipation: causes, assessment and mana gemer. Nurs Resid Care., v. 15, n. 6, p. 410-415, 2013.

MEANCE, S. Acacia gum (Fibregum™), a very well tolerated specific natural prebiotic having a wide range of food applications – Part 1. AgroFood Industry Hi-tech, p. 24-28, 2004.

SCHMIDT, F. M. Q. et al. Prevalência de constipação intestinal autorreferida em adultos da população geral. Rev Esc Enferm USP, São Paulo, v. 49, n. 3, p. 443-452, 2015.

SCHMIDT, F. M. Q.; SANTOS, V. L. C. G. Prevalence of constipation in the general adult population: an integrative review. J Wound Ostomy Continence Nurs., Philadelphia, v. 41, n. 1, p. 70-76, 2014.

Posologia: Adicionar 1 sachê, na banana amassada ou no suco, pela manhã. Não administrar com bebidas quentes.

Comentários: A combinação simbiótica de Fibregum B® e as bifidobacterium favorece o metabolismo intestinal, promovendo efeitos benéficos em todo o organismo, através dos produtos secundários derivados da fermentação dos prebióticos. No intestino modulam a permeabilidade intestinal e marcadores inflamatórios, manifestando efeitos benéficos no metabolismo da glicose, lipídeos e melhora da imunidade.

Posologia: Dissolver o conteúdo do sachê em 250 ml de água e administrar 15 min antes do almoço e jantar.

Comentários: Ziam é um amido resistente com benefícios de fibra solúvel e insolúvel, contribuindo para o controle glicêmico e lipídico, além de outros benefícios associados aos probióticos. Fibregum B® é uma fibra solúvel obtida da goma acácia com alta produção de AGCC, principalmente o butirato, contribuindo para a inibição da HMG-coA redutase.  O mix de prebióticos é importante por estimular a proliferação de probióticos específicos, além da manutenção da glicemia e dislipidemia, aumenta a saciedade.


Posologia: Administrar 1 dose antes do almoço e jantar.

Comentários: A combinação de Fibregum B® e NeOpuntia® fornece alto teor de fibras e contribui para uma microbiota intestinal mais saudável e equilibrada. Esse mix contribui para combater a inflamação intestinal, reduzir a produção de metabólitos bacterianos tóxicos, equilibrar os lipídeos sanguíneos, e no controle e manutenção do peso corporal, trazendo benefícios não apenas para a saúde intestinal como para todo o organismo.

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