As grandes mudanças no estilo de vida observadas nos últimos anos contribuem potencialmente para a epidemia crescente de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), tais como a obesidade, o diabetes mellitus e a hipertensão arterial, condições que frequentemente desencadeiam alterações lipídicas e risco aumentado para desenvolvimento de doença cardiovascular.

Em todo o mundo, as DCNT são responsáveis por 63% das causas de mortes, principalmente, em países de baixa à média renda. Dados epidemiológicos projetam que, entre o ano de 2010 e 2020, ocorra um crescimento de 15%, sendo em torno de 44 milhões de mortes. No Brasil, a mortalidade por essas condições ultrapassa a porcentagem mundial, expressa em quase 75%. A dislipidemia é uma doença metabólica caracterizada pelo aumento progressivo dos níveis plasmáticos de colesterol de baixa intensidade, redução do colesterol de alta densidade e aumento dos triglicerídeos, podendo ser classificadas em primárias ou secundárias. Essas alterações lipídicas elevam o risco para doenças cardiovasculares, que, segundo o National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES), já comprometem 12,9% da população adulta dos Estados Unidos, que apresentam algum tipo de desequilíbrio dislipidêmico.

Estudos recentes mostram que as alterações dos níveis séricos de lipídeos na infância podem ser preditivas da ocorrência de doença cardiovascular na fase adulta. As avaliações de alguns dados mostraram que, em torno de 20 a 30% de crianças, entre 3 a 12 anos, que apresentam excesso de peso ou obesidade sofrem alterações no perfil lipídico e são propensas a desenvolver doenças metabólicas.

Diante desse cenário, destaca-se que a terapia nutricional deve ser sempre incentivada e adotada de forma preventiva. O alcance das metas de tratamento é variável e depende da adesão à dieta e das correções no estilo de vida, que incluem a perda de peso e a prática de atividade física. A utilização de técnicas adequadas de mudança do comportamento dietético é extremamente necessária. Os níveis séricos de colesterol e triglicérides elevam-se em função do consumo alimentar aumentado de gorduras saturadas, carboidratos, ácidos graxos trans e excessiva quantidade de calorias. A seleção adequada destes itens poderá contribuir de maneira eficaz no controle das dislipidemias. Além disso, alguns alimentos podem auxiliar no controle absortivo do colesterol e, consequentemente, reduzi-lo no sangue. São eles: frutas e vegetais ricos em fibras solúveis, leguminosas que forneçam boa concentração de fitoestrógenos, azeite de oliva, que é fonte de ômega-9, e alimentos ricos em flavonoides específicos. A ingestão de flavonoides regularmente é capaz de promover redução no acúmulo de triglicerídeos hepáticos pela inibição da enzima sintetizadora de triglicerídeos e diminuição da disponibilidade de lipídeos para formação da apolipoproteína B (apo-B), auxiliando na modulação da atividade da enzima HMG-CoA. Esta é responsável pela síntese intracelular do colesterol e considerada um importante alvo terapêutico no tratamento da hipercolesterolemia devido à queda do conteúdo intracelular do colesterol e aumento da expressão de LDL-R nos hepatócitos.

A dieta e o estilo de vida devem ser primordialmente modificados, entretanto a complementação diária com fórmulas manipuladas pode garantir o equilíbrio lipídico de modo mais potente e eficaz. Estudos recentes já comprovaram a eficácia do alto consumo de flavonoides no tratamento de hipercolesterolemias, componentes com elevada capacidade antioxidante, encontrados, sobretudo, nas frutas cítricas. Para isso, a Galena® traz ao mercado Bergavit®, um ativo extraído do suco de bergamota proveniente de uma variedade de Citrus aurantium, originária da cidade espanhola de Berga, que fornece concentrações significativas dos flavonoides neoerocitrina, naringina e neo-hesperidina. Pesquisas realizadas com esses 3 componentes demonstraram grande eficácia na redução do colesterol LDL e triglicerídeos, além da capacidade em aumentar os níveis do colesterol HDL. Este ativo age através da eliminação de radicais livres e espécies reativas de oxigênio (ROS) envolvidos no processo de aterosclerose e da oxidação do LDL.

Para potencializar a prescrição, Bergavit® pode ser associado ao Morosil®, um extrato seco obtido do suco de laranjas-vermelhas moro, cultivadas exclusivamente na área em torno do vulcão Etna, no leste da Sicília, na Itália, devido às particulares condições climática e ambiental da região. O ativo se destaca por sua coloração vermelha, que é a principal fonte dos pigmentos de antocianina específica C3G. Essa é responsável por contribuir no controle da expressão da proteína transportadora de ácidos graxos, diretamente, envolvida na captação de lipídeos pelos adipócitos. A ação sinérgica de polifenóis presentes nesse extrato promove a diminuição da HMG-CoA redutase, enzima fundamental na síntese do colesterol, levando a uma redução do LDL-colesterol e um consequente aumento na expressão dos seus receptores teciduais.

REFERÊNCIAS

OLIVEIRA, L. et al. Prevalência de dislipidemias e fatores de risco associados. J Health Biol Sci., v. 5, n. 4, p. 320-325, 2017.

SALAMONE, F. et al. Moro orange juice prevents fatty liver in mice. World J Gastr., v. 18, n. 29, p. 3862-3868, 2012.

XAVIER, H. T. et al. V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose. Arq. Bras. Cardiol., São Paulo, v. 101, n. 4, supl.1, p. 1-20, Oct. 2013.

ZAT, C.; HADAS, T. Prevalência das dislipidemias e a sua relação com a obesidade e sedentarismo em crianças de 3 a 12 anos atendidas no laboratório da fundação municipal de saúde de santa rosa. Revista Contexto & Saúde, v. 5, n. 8, jan. 2005.

 

Posologia: Administrar uma dose, 2 vezes ao dia.

Comentário: Morosil® em combinação com Bergavit® estimulam o metabolismo de lipídeos, auxiliando na redução de medidas e controle dos níveis lipides sanguíneos. A associação com ID-alGTM contribui na redução de medidas, pois o mesmo reduz a absorção de carboidratos e lipídeos provenientes da alimentação.

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